Depois de muito pensar no que escrever, finalmente achei em algum cantinho da minha cabeça, outra coisa que me irrita: Pseudos-cult.
Fico revoltada quando vejo nome de grandes filósofos, psiquiatras etc., como Nietzsche, Freud, Jung, Lispector, e muitos outros sendo usados à toa, geralmente por adolescentes que insistem em querer passar uma imagem de “eu-sou-mais-cult-que-você”, colocando no Orkut frases que muitas vezes não conseguem entender o que elas dizem, se achando o Freud do século XXI, mas não percebem que na verdade não passam de um bando de gente idiota que só fala coisas sem sentido e acham que estão filosofando. Só rindo. Também usam de expressões e/ou palavras que 99% das vezes desconhecem o significado. E tudo isso pra quê? Pra tentar ser algo, porque sabem que no fundo, não são absolutamente nada.
Também gostam de assistir a filmes Cults, e comentar com todos o quanto o filme é maravilhoso, e passa uma mensagem maravilhosa. Mas oh, eles nem chegam a entender nada do que o filme quer dizer! E também nunca ousariam dizer que o filme é ruim.
Se acham realmente bonito ser Cult, porque não procuram estudar sobre, ao invés tentar passar uma imagem sem nenhuma base? Será que não percebe que não tem nada Cult em fingir ser algo que não são? Sabem do que essas pessoas precisam? Precisam sair do Orkut, fazer amigos e viver mais a vida real. Qual problema em assistir filmes “idiotas” (um nos melhores filmes que já vi até hoje foi procurando Nemo, e tenho dito!)?, ou ler livros que “todos lêem”? Ser normal?
Nunca fingi ser algo que não sou, só para impressionar os outros, e acho que as pessoas deveriam aprender a valorizarem o que são. Vamos lá, galerinha, já tentaram serem vocês mesmos pelo menos uma vez na vida?! Talvez não seja tão ruim assim, mas tenho certeza que é bem melhor do que tentar ser algo que não são.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
A questão Obama
O assunto que irei tratar aqui muitos não gostarão, e são a maioria, não tenho dúvidas. Mas a questão é: Se eu me prendesse ao que a maioria gosta, já teria entrado em pânico por ter que adorar o apedeuta - Lula.
A campanha de Obama foi realmente fantástica, afinal, lá não ocorrem petralhices que se manifestam por aqui, acusando o adversário de gay, racista, e por aí vai. A mídia teve um papel fundamental na eleição do apelidado "afro-americano". Apelido completamente sem lógica. Ou seria só por causa da cor da pele dele? Pois, que eu saiba, Obama é americano, simplesmente isso. Mccain seria euro-americano?
O próprio não fazia aquele apelo que certamente petralhas fariam aqui, da imagem de um negro oprimido e que passa a ver o mundo a partir dessa ótica. Isso seria racismo, e apesar da mídia usar isso querendo defender ele - mas, no meu conceito, só atrapalharia -, o eleito buscava ignorar o fato da cor. Resumindo o que eu já disse no começo do texto: Lá não houve marketing da legenda que "não sabe de nada".
Deixando a campanha de lado, em que o "afro-americano" deu show, começarei a falar como um brasileiro, ou melhor, baiano. Apenas para construir um conceito sólido: Para a Bahia, em especial, estas eleições foram muito mais importantes do que para outros estados. Aqui nós ainda somos muito - leiam MUITO - dependentes das exportações para os EUA. Já no Sul, não que eles não sejam, mas lá já se ampliou a venda para países do próprio Mercosul e da Ásia.
Como brasileiro, sem dúvida alguma eu digo que preferia Mccain à Obama. Se você pega o histórico - em termos de exportação - dos republicanos e dos democratas, terá a confirmação do que estou escrevendo aqui. Solução para a crise? Ninguém tem.
* Lula falou que seria ótimo que um negro ganhasse nos EUA, e logo após declarou que na verdade não conhecia bem os candidatos de lá.
* O apedeuta voltou às suas pérolas após a eleição, dizendo que caso Obama vá mal, será uma frustração tão grande para os EUA que demorará séculos para que os estadunidenses elejam outro negro. Como se um contaminasse todos os outros. Como se, por exemplo, depois de Celso Pitta em São Paulo, nenhum outro negro seja eleito. Acontece que lá, Pitta não é eleito pelo mesmo motivo que Maluf nunca mais será, e não pela cor. Sei que ele não falou com a intenção de uma declaração racista, afinal, "não sabe de nada", mas foi o que soou para mim e certamente para metade do Brasil, com exceção dos fanáticos petralhas.
A campanha de Obama foi realmente fantástica, afinal, lá não ocorrem petralhices que se manifestam por aqui, acusando o adversário de gay, racista, e por aí vai. A mídia teve um papel fundamental na eleição do apelidado "afro-americano". Apelido completamente sem lógica. Ou seria só por causa da cor da pele dele? Pois, que eu saiba, Obama é americano, simplesmente isso. Mccain seria euro-americano?
O próprio não fazia aquele apelo que certamente petralhas fariam aqui, da imagem de um negro oprimido e que passa a ver o mundo a partir dessa ótica. Isso seria racismo, e apesar da mídia usar isso querendo defender ele - mas, no meu conceito, só atrapalharia -, o eleito buscava ignorar o fato da cor. Resumindo o que eu já disse no começo do texto: Lá não houve marketing da legenda que "não sabe de nada".
Deixando a campanha de lado, em que o "afro-americano" deu show, começarei a falar como um brasileiro, ou melhor, baiano. Apenas para construir um conceito sólido: Para a Bahia, em especial, estas eleições foram muito mais importantes do que para outros estados. Aqui nós ainda somos muito - leiam MUITO - dependentes das exportações para os EUA. Já no Sul, não que eles não sejam, mas lá já se ampliou a venda para países do próprio Mercosul e da Ásia.
Como brasileiro, sem dúvida alguma eu digo que preferia Mccain à Obama. Se você pega o histórico - em termos de exportação - dos republicanos e dos democratas, terá a confirmação do que estou escrevendo aqui. Solução para a crise? Ninguém tem.
* Lula falou que seria ótimo que um negro ganhasse nos EUA, e logo após declarou que na verdade não conhecia bem os candidatos de lá.
* O apedeuta voltou às suas pérolas após a eleição, dizendo que caso Obama vá mal, será uma frustração tão grande para os EUA que demorará séculos para que os estadunidenses elejam outro negro. Como se um contaminasse todos os outros. Como se, por exemplo, depois de Celso Pitta em São Paulo, nenhum outro negro seja eleito. Acontece que lá, Pitta não é eleito pelo mesmo motivo que Maluf nunca mais será, e não pela cor. Sei que ele não falou com a intenção de uma declaração racista, afinal, "não sabe de nada", mas foi o que soou para mim e certamente para metade do Brasil, com exceção dos fanáticos petralhas.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Não, eu não vou me adaptar.
Talvez essa não seja a melhor forma de começar um primeiro Blog, mas eu preciso muito mostrar minha revolta diante da reforma da língua portuguesa. Notícia meio (para não dizer totalmente) velha, talvez, mas só estou tendo a oportunidade de me manifestar agora.
Bom, vocês já devem estar cientes da tal reforma, que acontecerá no ano que vem, 2009. Agora eu fico aqui pensando: Pra quê? O que um presidente que mal sabe falar (imaginem escrever) quer com essa mudança? Que moral que Lula tem pra decidir algo desse gênero? Por que ele não vai aprender a falar (e escrever), antes? Fala sério. Eu até concordo em incluir o "k", "w" e "y" no alfabeto, agora tirar acentos diferenciais, como por exemplo, o “pára” (verbo), e “para” (preposição)? Ou pra que raios tirar a trema? Se a intenção for facilitar a nossa vida, sinto muito, mas estão muito enganados. Primeiro que até nos adaptarmos vai ser uma droga, e essas reformas são altamente desnecessárias. Sinceramente, por que não vão se preocupar com coisas mais importantes? Até a fome na África, O Aquecimento Global, quem sabe... Sei lá, mas deixem nossa língua em paz!
Muitos podem pensar que estou perdendo meu tempo quando cito o meu descontentamento com isso em alguma conversa, mas eu não ligo não, sei que minha opinião não mudará isso, e nem tenho alguma esperança com esse post, de que isso aconteça, apenas queria deixar claro o quanto isso é ridículo, e que não, eu não vou me adaptar.
Bom, vocês já devem estar cientes da tal reforma, que acontecerá no ano que vem, 2009. Agora eu fico aqui pensando: Pra quê? O que um presidente que mal sabe falar (imaginem escrever) quer com essa mudança? Que moral que Lula tem pra decidir algo desse gênero? Por que ele não vai aprender a falar (e escrever), antes? Fala sério. Eu até concordo em incluir o "k", "w" e "y" no alfabeto, agora tirar acentos diferenciais, como por exemplo, o “pára” (verbo), e “para” (preposição)? Ou pra que raios tirar a trema? Se a intenção for facilitar a nossa vida, sinto muito, mas estão muito enganados. Primeiro que até nos adaptarmos vai ser uma droga, e essas reformas são altamente desnecessárias. Sinceramente, por que não vão se preocupar com coisas mais importantes? Até a fome na África, O Aquecimento Global, quem sabe... Sei lá, mas deixem nossa língua em paz!
Muitos podem pensar que estou perdendo meu tempo quando cito o meu descontentamento com isso em alguma conversa, mas eu não ligo não, sei que minha opinião não mudará isso, e nem tenho alguma esperança com esse post, de que isso aconteça, apenas queria deixar claro o quanto isso é ridículo, e que não, eu não vou me adaptar.
Liberdade de expressão, otimismo, pessimismo, etc e tal
Hoje surge mais um blog no meio de milhares. Independente das divergências que existem entre um blog e outro, um blog e o leitor, e por aí vai, o importante é que hoje eu posso escrever sem medo de ser preso, torturado, ou algum crime do gênero. Alguns que estão no poder podem até querer abolir a Constituição, como fizeram alguns comunistas, virarem ditadores e implantar a censura novamente. Mas na situação em que a democracia se encontra, pelo menos até a minha morte eu posso ter a certeza que esses tempos não voltarão.
Não sou contra o otimismo nem contra o pessimismo, mas da minha parte não esperem nem uma coisa, nem outra. Dentro do contexto em que nós nos encontramos no mundo, acredito que para as soluções mais rápidas se exige apenas os fatos como eles se encontram, sem esperanças demais e muito menos incorporar uma personalidade desacreditada. A partir da realidade e do pensamento do que se pode tornar real é que o mundo pode progredir sem o medo do retrocesso.
Não sou contra o otimismo nem contra o pessimismo, mas da minha parte não esperem nem uma coisa, nem outra. Dentro do contexto em que nós nos encontramos no mundo, acredito que para as soluções mais rápidas se exige apenas os fatos como eles se encontram, sem esperanças demais e muito menos incorporar uma personalidade desacreditada. A partir da realidade e do pensamento do que se pode tornar real é que o mundo pode progredir sem o medo do retrocesso.
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