sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A questão Obama

O assunto que irei tratar aqui muitos não gostarão, e são a maioria, não tenho dúvidas. Mas a questão é: Se eu me prendesse ao que a maioria gosta, já teria entrado em pânico por ter que adorar o apedeuta - Lula.
A campanha de Obama foi realmente fantástica, afinal, lá não ocorrem petralhices que se manifestam por aqui, acusando o adversário de gay, racista, e por aí vai. A mídia teve um papel fundamental na eleição do apelidado "afro-americano". Apelido completamente sem lógica. Ou seria só por causa da cor da pele dele? Pois, que eu saiba, Obama é americano, simplesmente isso. Mccain seria euro-americano?
O próprio não fazia aquele apelo que certamente petralhas fariam aqui, da imagem de um negro oprimido e que passa a ver o mundo a partir dessa ótica. Isso seria racismo, e apesar da mídia usar isso querendo defender ele - mas, no meu conceito, só atrapalharia -, o eleito buscava ignorar o fato da cor. Resumindo o que eu já disse no começo do texto: Lá não houve marketing da legenda que "não sabe de nada".
Deixando a campanha de lado, em que o "afro-americano" deu show, começarei a falar como um brasileiro, ou melhor, baiano. Apenas para construir um conceito sólido: Para a Bahia, em especial, estas eleições foram muito mais importantes do que para outros estados. Aqui nós ainda somos muito - leiam MUITO - dependentes das exportações para os EUA. Já no Sul, não que eles não sejam, mas lá já se ampliou a venda para países do próprio Mercosul e da Ásia.
Como brasileiro, sem dúvida alguma eu digo que preferia Mccain à Obama. Se você pega o histórico - em termos de exportação - dos republicanos e dos democratas, terá a confirmação do que estou escrevendo aqui. Solução para a crise? Ninguém tem.

* Lula falou que seria ótimo que um negro ganhasse nos EUA, e logo após declarou que na verdade não conhecia bem os candidatos de lá.
* O apedeuta voltou às suas pérolas após a eleição, dizendo que caso Obama vá mal, será uma frustração tão grande para os EUA que demorará séculos para que os estadunidenses elejam outro negro. Como se um contaminasse todos os outros. Como se, por exemplo, depois de Celso Pitta em São Paulo, nenhum outro negro seja eleito. Acontece que lá, Pitta não é eleito pelo mesmo motivo que Maluf nunca mais será, e não pela cor. Sei que ele não falou com a intenção de uma declaração racista, afinal, "não sabe de nada", mas foi o que soou para mim e certamente para metade do Brasil, com exceção dos fanáticos petralhas.

3 comentários:

Brene Luiz disse...

Errata: Maluf já foi eleito depois dos escandalos.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAH


Assim como Collor, etc.

V.V. disse...

Obama não se elegeria presidente assim como Maluf não se elegerá prefeito ou governador.

E alguns casos realmente acontecem né, afinal, depois do mensalão muita gente se reelegeu. Só quero dizer que quem não vota em Pitta é pelo mesmo motivo que não vota em Maluf, e não pela cor.

Gilberto disse...

Ei, vc preferia o Maccain? Mas e a vice dele? Que acha que "Africa e um pais"? Eu vibrei muito com a vitoria do Obama porque ele tem uma historia muito bonita, se fez por si mesmo. E um exemplo pra qualquer pessoa no mundo. Se ele vai resolver alguma coisa, so o tempo dira. Mas representa muita coisa, representa esperanca para os americanos principalmente. Mas uma coisa eu concordo com voce: me irrita muito ouvir toda hora isso de "afroamericano" ate porque tira um pouco o merito do Obama e um cara exemplar... Enfim, parabens pelo post e desculpa falta de acentos.